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Que absurdo é ter crescido (um drama comedioso)

É uma história relaxada e irônica sobre a geração de jovens argentinos que hoje estão entre 35 e 40 anos, que foram crianças durante a democracia politizada dos anos 70 e que, por conta disso, não puderam se integrar a este movimento de mudanças sociais porque um golpe militar irrompeu violentamente, transformando-os em meros espectadores do aniquilamento dos sonhos da geração anterior. Eles viveram o final da "primavera" e se aterrorizaram com a brutalidade do "inverno militar".

Como estes jovens se sentem depois de terem vivido a última década de uma sociedade sem militares mas também sem utopias?

A narrativa conta esse desvio de geração, onde a culpa, a confusão, a contradição e a necessidade de continuar sobrevivendo numa sociedade competitiva provoca um coquetel de condutas típicas de toda uma geração. Uma geração que não foi revolucionária nem contra-revolucionária. Uma geração "NEM".

Nossa história conta a vida de um homem que não é um herói, mas algumas vezes se anima, não é um "imprescindível", à maneira de Berthold Brecht, mas há dias em que luta, quer olhar para o futuro e se esquecer do passado mas não teme desenterrar o mesmo. Nosso personagem nunca poderá saber quanto de seus princípios estão tingidos de sentimentos e vice-versa, contudo esta confusão não o deterá, porque sua única virtude é que, apesar das idas e vindas frente às dificuldades da vida, sempre amadureceu "agarrando o touro a unha", por mais que ele continue pensando que é um absurdo ter crescido.